Quem digita aqui é o imoita. Ninguem sabia da minha existencia e resolvi vir aqui anunciar que vou tentar reviver o blog. Contarei com a ajuda do luir nessa e se preparem pra um blog reformulado….
Um ano que é difícil
•31/03/2009 • Deixe um comentárioVim aqui declarar o motivo de eu estar sumido. Não sei se todos sabem, mas eu estou no 3º ano do Ensino Médio e estou a um passo do vestibular. Ou seja, esse ano é corrido demais, ter que dividir muitas coisas é difícil. O que eu tive que sacrificar foi minha vida virtual. Tive que “abolir” da minha vida o fórum que eu tanto visito e fiz lá muitos amigos ( inclusive o luir ): A OS, Outerspace. É tão cruel ter que ficar afastado de tanta gente boa que possui lá, e pior, ter que ficar afastado de todas as discussões de esporte e música que possui lá.
O blog é outra coisa que eu tive que sacrificar, infelizmente. Logo esse ano que eu falei pro Luir que o blog iria crescer, mas eu me toquei que pré vestibular não é uma coisa fácil e que necessita de muito tempo. Portanto, aviso a vocês amigos: Junho estarei de volta para depois ir de cara com o futuro.
20 anos de Technique
•23/03/2009 • Deixe um comentário
A banda inglesa New Order pode ser classificada por diversos gêneros musicais: House, Rock/Punk alternativo, Electropop, Synthpop, entre outros; mas o que álbum que fez a banda realmente ser classificada por gêneros dançantes foi Technique.
Influenciado bastante pelo gênero Acid House e as boates de Ibiza(onde o disco foi gravado), o disco foi lançado em 30 de janeiro de 1989 e foi o primeiro álbum da banda a alcançar a primeira posição nas paradas britânicas, apesar do grande sucesso da banda por lá.
O disco de lançamento continha a seguinte setlist:
- “Fine Time” – 4:42
- “All the Way” – 3:22
- “Love Less” – 2:58
- “Round & Round” – 4:29
- “Guilty Partner” – 4:44
- “Run” – 4:29
- “Mr. Disco” – 4:20
- “Vanishing Point” – 5:15
- “Dream Attack” – 5:13
Setlist essa que foi expandida no relançamento do álbum no ano passado, que agora além das citadas tem essas faixas:
- “Don’t Do It” (12″ Version)
- “Fine Line (12″ Version)
- “Round & Round” (12″ Version)
- “Best & Marsh” (12″ Version)
- “Run 2″ (12″ Version)
- “MTO”
- “Fine Time” (Silk Mix)
- “Vanishing Point” (Instrumental) (12″ Version)
- “World in Motion” (Cabinieri Mix) (12″ Version)
Technique teve 3 singles(clique nos nomes pra assistir o videoclipe):
Fine Time, Run e Round & Round
Se foi o melhor álbum da banda é discutível, mas é unanimidade que o álbum é obrigatório a qualquer um que goste da música da época, ou quem sabe de música no geral.O álbum tem uma música mais viciante e bonita do que a outra, letras inspiradoras e um ”feeling” do caralho excelente no geral. Isso tudo junto faz do álbum o que só posso chamar de ”eterno”.
Melhor música? Muito difícil, então fico com duas: Mr.Disco e Round & Round.
Amostras:
Love Less
Dream Attack
Link para download
Aquele abraço.
Trilhas sonoras de fuder – Parte I
•25/01/2009 • 2 Comentários
Como diria George Lucas, o som se trata de 50% da experiência, e jogos que capricham nele evidentemente se beneficiam, melhorando a experiência consideravelmente como um todo.
Seja por mais imersão num momento mais tenso, por transformar uma cena triste em uma cena de chorar ou por tornar um jogo épico de verdade, a trilha sonora de um jogo pode ajudar bastante um estúdio a passar a ideia e a sensação desejada, assim como pode mexer bem mais com o jogador.
Pra não deixar a lista desnecessariamente grande e saudosista, resolvi escolhe somente entre jogos lançados nessa geração e indicar suas 3 melhores músicas, que aliás não têm recebido o reconhecimento merecido no assunto. (lembrando que a lista não está em qualquer tipo de ordem)
AS OBRAS
Kameo: Elements of Power

Um dos principais jogos do lançamento do console da Microsoft (na verdade o melhor na minha opinião) assim como um dos mais vendidos, foi esquecido em menos de um ano após seu lançamento e se tornou quase um jogo ”cult” entre a biblioteca do console, tanto pela data de lançamento como pelo gênero do game, que não é dos preferidos entre o público do console.
Kameo:EoP não é só um dos games mais carismáticos do console, como um dos mais bem polidos também.Os visuais tanto tecnicamente quanto graficamente passam no teste do tempo e inclusive tem detalhes que parecem impossíveis de ter sido feito num jogo pro lançamento, como o efeito de partículas em certa parte do jogo que é de deixar qualquer que entende boquiaberto.
A trilha foi composta por Steve Burke e é épica do início ao fim, com temas que lembram desde o mundo de Tolkien a Gladiador e Guerra nas Estrelas, é ao mesmo tempo encantadora e inspiradora.A Rareware é conhecida por fazer jogos com trilhas boas, mas aqui o patamar foi elevado.Arrisco dizer que além de ser uma das melhores da geração, é uma das melhores trilhas sonoras gamísticas de todos os tempos.
Grande parte das músicas(pelo menos as melhores) podem ser ouvidas no site oficial da trilha sonora e podem ser compradas pela iTunes Store.Não é um álbum muito fácil de se encontrar para download, mas a trilha também está disponível inteirinha no YouTube, e vale a conferida.
MELHORES COMPOSIÇÕES: Kameo’s Quest, A Lament for Solon e Thorn’s Pass.
Amostra: Hero’s Theme
Lair
Lair desde que foi anunciado gerou grandes expectativas e prometia ser um dos melhores jogos do novo console da Sony, mas uma coisa levou a outra e depois de problemas e decisões conturbadas o jogo se tornou uma das maiores decepções da vida de muitos jogadores.
Digam o que quiser sobre a jogabilidade e o design das fases e missões, mas se tem algo que é indiscutivelmente impecável no jogo é a trilha sonora; composta por John Debney (altamente inspirado por John Williams) a trilha definitivamente consegue mexer com qualquer um.Melhor do que 90% das trilhas compostas pra filmes americanos, as composições-belíssimamente tocadas pela Orquestra Sinfônica de Londres-vão desde temas misteriosos e melancólicos até músicas de batalhas totalmente épicas com viradas brilhantes.
Não é uma trilha deslocada, é uma obra única que pode ser ouvida por quem não sabe nada do jogo e ao mesmo tempo combina completamente com o jogo em si.Realmente uma pena o jogo não ter feito tanto sucesso, já que assim nem tanta gente pôde apreciar essa obra perdida e marcante.
Está disponível na iTunes Store e é razoavelmente difícil de se achar pra download, mas várias contas no youtube riparam a trilha completa, então se for só pra ouvir é tranquilo.
MELHORES COMPOSIÇÕES: Main Title, Rohn’s Theme, Darkness Theme.
Amostra: Firestorm
Too Human
Apresentação em estágio precoce do desenvolvimento, jornalistas bombardearam o jogo, diretor falastrão, brigas com fãs, demo que representa mal o jogo, análises mal feitas e por aí vai.Não faltaram fatores para atrapalhar o que considero um dos jogos mais injustiçados do tempo recente, mas não estou aqui para defender o jogo como um todo(isso fica pra outra ocasião), e sim pra falar da trilha sonora feita com mais dedicação e comprometimento com o tema que já ouvi.
Composta por Steve Henifin a trilha conta com 1 hora com temas que ao mesmo tempo lembram o tema nórdico do jogo, criam um clima épico e são contemporâneos tanto ao jogo quanto ao nosso tempo.Tocada com maestria pela Orquestra Filarmônica e Coral de Praga usando instrumentos escandinavos antigos e instrumentos modernos, além de um belíssimo coral e toques eletrônicos, a trilha sonora junta aos cenários do jogo-também feitos com absurdo capricho-consegue criar algo indescritível, que somente quem experimenta entende.
A trilha foi posta à venda no final do ano passado e quase todos os vídeos com as faixas têm sido removidos, porém ainda existem alguns disponíveis, como as que contam com guitarras e tom diferente que foram misteriosamente removidas da trilha sonora oficial(a amostra por exemplo), entre outros temas que não aparecem no álbum.
Porém por sorte essa eu consegui baixar e upei AQUI especialmente para os leitores.
MELHORES COMPOSIÇÕES: Relic, Epoch, Path To Attrition
Amostra: The Everlasting Hate
Mass Effect
Outro jogo totalmente injustiçado e que não vendeu porra alguma, uma puta decepção pra todos que jogaram e sorte de quem deixou de jogar.Ironias à parte, Mass Effect felizmente foi um jogo extremamente bem recebido em vendas, análises, prêmios e etc, logo a qualidade da trilha sonora não deve ser mistério pra muita gente; afinal, todos os elogios à ambientação se devem 80% à belíssima companhia sonora do jogo.
O compositor principal é Jack Wall, que contou com a colaboração de Sam Hulick, Richard Jacques, e David Kates.A trilha contém 37 faixas, em que a maior parte tem entre 1 minuto e 2 minutos e algumas chegam a 2 e pouco ou 3; quase todas têm um estilo que lembra bastante ”Blade Runner” e encaixa perfeitamente no ambiente do jogo.Temas românticos, épicos, psicodélicos, viciantes, e a lista anda; enfim, faixas geniais e variadas, que encaixam como uma luva no universo do jogo e deve agradar qualquer fã de sci-fi.
A imersão é fascinante e junto às falas do personagens que o jogador pode escolher assim como as decisões importante, a conexão jogo-jogador se torna muito forte e cria um ambiente único que chega a ser o suficiente pra justificar essa nova geração de consoles.
O ápice da trilha é a última música do álbum(e acredito que do jogo também), chamada M4 Part 2, que é uma música épica de 8 minutos cantada e com guitarras pela banda Faunts.O álbum está disponível na maior parte das lojas de distribuição digital e pode ser fácilmente encontrada no youtube, porém acredito que seja mais prático baixar por aqui AQUI .
MELHORES COMPOSIÇÕES: Mass Effect Theme, Breeding Ground, M4 Part 2
Amostra: From The Wreckage
Eternal Sonata

Eternal Sonata é um RPG lançado para o 360 em 2007 e em 2008 pro console da Sony que teve vendas de razoavelmente boas pra cima e muito bem recebido pela crítica, e ainda melhor pelos jogadores.A história, o sistema de batalha e os visuais do jogo são únicos, assim como o músico do qual tiraram o conceito da ambientação.Apesar de tudo ter corrido bem, ainda acredito que seja um game que não teve o reconhecimento que merece.
Um RPG baseado na imaginação de um dos maiores músicos de todos os tempos dificilmente teria uma trilha sonora medíocre, mas aqui Motoi Sakuraba se superou de forma que só posso definir como ”sublime”.Não é exagero, as obras são do tipo que literalmente fazem o jogador soltar o controle somente para apreciar o que vem das caixas de som; é de desligar da realidade e desejar que aquilo pudesse ser um pouco mais real, ou pelo menos, a essência.
A trilha sonora de Eternal Sonota é extensa, e quando digo extensa é realmente extensa, são 68 só nos discos que foram à venda no Japão, e ainda existem outras faixas presentes no jogo.O álbum está a venda em lugares limitadíssimos, mas para os mais práticos existe sempre a vossa escrotíssima e santíssima internet.AQUI pode se baixar a trilha completa, e os que arriscarem definitivamente não se arrependerão.
MELHORES COMPOSIÇÕES: Pyroxene Of The Heart, Broken Balance, Scrap and Build Ourselves – From Revolution
Amostra: Leap The Precipice
AU REVOIR
Fica por aqui a primeira parte das que eu considero as melhores trilhas até agora dessa geração, espero que tenham gostado tanto do artigo quanto das músicas nele presentes. Nessa parte eu foquei em franquias novas, já na próxima eu tratarei de franquias já consagradas e novas de peso também.
Aquele abraço,
luir.

